PPR Proteção Respiratória

Qualidade do ar respirável para respiradores de adução

29 nov 16 Por Claudinei Machado 0 comentários
Ar Respirável Grau D

Qualidade do ar respirável para respiradores de adução

11.1 Introdução
O ar/gás utilizado nos respiradores de adução de ar deve ser respirável e o sistema de suprimento deve ser capaz de supri-lo a todos os usuários, na quantidade e pressão requeridas durante o uso e no abandono da área.
A qualidade do ar/gás respirável deve ser verificada regularmente por pessoas competentes.

11.2 Qualidade do ar comprimido
A qualidade do ar comprimido gasoso respirável, utilizado nas máscaras autônomas e nos respiradores de linha de ar comprimido, deve satisfazer, no mínimo, aos requisitos indicados no Quadro 4.

Quadro 4 – Qualidade do ar respirável

(de acordo com a norma ABNT  NBR 12543)

QUALIDADE DO AR RESPIRÁVEL
           (DE ACORDO COM A NORMA ABNT/NBR 12543/1999)
Componente
Unidade de Medição
Quantidade Máxima para o Ar Gasoso (em ppm) (vol/vol) (mol/mol) a menos que indicada de outro modo
Oxigênio
%
19,5 a 23,5
Água
 
Isento de Condensado
Ponto de Orvalho
°C
-45,6 °C (63 p.p.m) [1]
Óleo Condensado
mg/m3
5
Monóxido de Carbono
p.p.m
10
Odor
-
[2]

Dióxido de Carbono

p.p.m

1000

Observações sobre o Quadro 4:
(1) o termo atm (atmosférico) indica o teor de oxigênio normalmente
presente no ar atmosférico; os valores numéricos indicam os limites
de oxigênio para o ar sintético.
(2) a umidade relativa do ar comprimido pode variar de acordo com o uso a que se destina, desde saturado até muito seco. O ponto de orvalho do ar respirável das máscaras autônomas, usadas em condições extremamente frias, deve ser tal que impeça a condensação e o congelamento do vapor de água e deve estar abaixo de -45,6º C (63 ppm) ou estar 5,6° C abaixo da mínima temperatura esperada na sua utilização. Se for necessário especificar um limite para a umidade, ele deve ser expresso em termos da temperatura de orvalho ou concentração em ppm (v/v). O ponto de orvalho deve ser expresso em °C, na pressão absoluta de 101 kPa (760 mmHg).
(3) para ar sintético, quando o O2 e o N2 forem produzidos por liquefação de ar, este requisito não necessita de verificação.
(4) não requerido para ar sintético quando o componente N2 for previamente analisado e satisfizer o The United States Pharmacopeia/ National Formulary (USP-NF)¹.
(5) não requerido para ar sintético quando o componente O2 for produzido por liquefação do ar e satisfizer as especificações da United States Pharmacopeia (USP).
(6) o ar pode ter um ligeiro odor, porém, se for pronunciado, é impróprio para consumo. Não existe procedimento para medir o odor. Ele é verificado cheirando-se o ar que escoa da linha em baixa vazão. Não colocar o nariz na frente do jato de ar que sai da válvula, mas, sim, cheirar o ar recolhido entre as mãos colocadas em forma de concha.

Nota: Os sistemas que utilizam compressores de ar (lubrificados ou não) DEVEM possuir monitoramento contínuo de monóxido de carbono e alarme (clique AQUI para conhecer esse MONITOR).

 

 FONTE: 

Item 11.2 – Programa de Proteção Respiratória (PPR) – Fundacentro. 4° Revisão 2016 – Páginas 61 e 62. Disponível em: <http://www.protecaorespiratoria.com/download-do-programa-de-protecao-respiratoria-fundacentro/> Acessado em: 29/11/2016