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Gás de coqueria

26 nov 14 Por Claudinei Machado 0 comentários
Carvão de mina - Mineral - gases

 Gás de coqueria

O gás de coqueria é um combustível gasoso manufaturado, rico em metano, hidrogênio e monóxido de carbono geralmente obtido a partir da gasificação por pirólise da hulha e de outros carvões minerais. Também pode ser obtido pelo fracionamento térmico ou catalítico de naftas petroquímicas derivadas de petróleos ou de outros materiais ricos em carbono, como biomassa e resíduos contendo materiais plásticos. Foi um dos primeiros gases combustíveis disponibilizados para uso doméstico.

Antigamente, o gás de coqueria era produzido em unidades fabris, situadas na preferia das cidades a abastecer, nas quais a matéria prima era gasificada, em geral por pirólise, e o gás resultante era lavado de fumos e impurezas. O gás era então comprimido e armazenado em grandes tanques, em geral de teto flutuante (gasômetros) e a partir deles distribuído para uma rede primária de distribuição.


Coque na metalurgia e o gás de coque

O coque metalúrgico é usado principalmente na indústria de processamento de ferro e aço como fornos de explosão, planta de sinterização e fundições, para reduzir o minério de ferro a ferro. A China é a maior produtora mundial de coque metalúrgico.
Assim, há carvões que se destinam à produção de gás de coqueria, de vapor ou do próprio coque. O coque é um carvão amorfo, resultante da calcinação do carvão mineral de largo emprego na siderurgia.

 Composição do gás de coqueria

A composição do gás de coqueria varia em função da matéria prima utilizada, do método de produção e das operações de lavagem a que o gás será sujeito. Os valores que se seguem são valores típicos de um gás para abastecer a cidade, tecnologicamente evoluído e, que é denotado pelos baixos teores em nitrogênio e monóxido de carbono:

Hidrogénio: 45,0 %

Metano: 35 %

Etileno: 4 %

Monóxido de carbono: 8 %

Dióxido de carbono: 2 %

Nitrogênio: 5,5 %

Oxigênio: 0,5%

Trabalhos em alto fornos / fundição de metais

Trabalho em alto fornos
Trabalho em alto fornos
Liberação de gases como CO e CO2

 Devido as altas temperaturas envolvidas nos processos de metalurgia e siderurgia, a liberação de vapores e fumos metálicos está presente constantemente e pode ser facilmente inalada e causar problemas respiratórios crônicos e irreversíveis aos trabalhadores. Além dos problemas respiratórios, o calor irradiado por essas tarefas interfere no desempenho das atividades e pode desidratar o corpo rapidamente. Nessas atividades, o fator de proteção dos respiradores (mecânicos, químicos ou combinados) pode não ser capaz de proporcionar ar com qualidade respirável, seja devido o excessivo esforço proporcionado por uma atmosfera que compromete a vida útil dos filtros e como consequência a qualidade das tarefas, seja devido as taxas de oxigênio ficarem comprometidas ou ainda devido as altas temperaturas  recomenda-se que seja utilizado ar mandado – com os parâmetros em conformidade com a NBR 12543, Grau D. Com a utilização de um sistema de ar respirável adequadamente dimensionado, o trabalhador poderá desempenhar suas atividades com mais qualidade, segurança e conforto. Nesses trabalhos em alto fornos, o ar pode ser resfriado para chegar as vias respiratórias e isso agregará mais qualidade e rendimento na produção.

Em atividades de alto fornos a formação e liberação de CO e CO2 é constante e pode facilmente atingir os limites de exposição ocupacional estabelecidos pelas normas (NBR 12543 / NR 15) e comprometer a saúde e o bem estar do trabalhador.