Proteção Respiratória

Atmosfera Inertizada com N2

22 ago 17 Por Claudinei Machado 0 comentários
ASFIXIA AMÔNIA

TRABALHOS EXECUTADOS EM ATMOSFERA INERTIZADA COM N2

 Existem atividades industriais que necessitam ser executadas na ausência de oxigênio, e muitas vezes para se obter isso é utilizado o processo de inertização da atmosfera ou do espaço físico em questão. Talvez o maior problema relacionado a esse tipo de atividade, seja a necessidade da presença de funcionários neste ambiente durante a inertização. Existem algumas recomendações da OSHA, quanto à proteção respiratória, para a execução desse tipo de atividade e alguns cuidados devem ser levados em consideração. Esse artigo trás um descritivo geral desse tipo de atividade, alguns exemplos e algumas técnicas utilizadas dentro da indústria nacional e ao redor do mundo para que os riscos desses trabalhos sejam reduzidos ao máximo.

Quem já passou próximo a uma refinaria de petróleo provavelmente pode ter observado uma tocha que fica sobre uma torre alta, que fica lançando intermináveis línguas de fogo na atmosfera. Isso é flare, que em bom português significa queimador, na verdade, queimador de gás. O flare é um mecanismo de eliminação de resíduos produzidos na refinaria e que não puderam por algum motivo ser reprocessados ou tratados. O objetivo dessas tochas é eliminar a maior quantidade de gases tóxicos, inflamáveis ou inertes possíveis e dessa forma minimizar os impactos sobre o meio ambiente. Resumindo, o flare contém tudo o que se pode imaginar que uma refinaria gere de resíduo, tóxico, inflamável, cancerígeno e poluidor e mais um pouco. Quando é necessária a realização de manutenções nessas linhas de gás, os riscos são muitos. Por conter gases inflamáveis, ao despressurizar essas linhas para manutenção as chances de explosão são grandes. Por conter gases tóxicos as chances de morte por inalação desses vapores são grandes. As chances contato físico com vapores através da pele, olhos e mucosas são podem acarretar danos aos tecidos e ainda desencadear doenças carcinogênicas. Por isso, nessas atividades costuma-se utilizar um procedimento chamado de inertização da linha, ou seja, todas as linhas que contribuem para o fluxo de gases e resíduos do flare são fechadas e só então a linha é pressurizada com nitrogênio gasoso de forma a empurrar os resíduos, que ainda existem na linha, para a atmosfera. Como o nitrogênio é um gás inerte e por isso não reage com outros gases e ainda ocupa o lugar do oxigênio, a linha pode ser liberada para reparos e manutenção. Porém, a atmosfera não deixa de apresentar riscos, uma vez que na ausência de oxigênio os operadores precisarão de proteção respiratória com alto grau de confiabilidade, incluindo uma fonte geradora de ar respirável constante e que, apresente diversos níveis de proteção. Ou ainda, o sistema de suprimento de ar respirável deve apresentar diversas redundâncias, que funcionem em paralelo, e impeçam que jamais ocorra falta de ar respirável aos funcionários.

VÍDEO SOBRE ASFIXIA POR NITROGÊNIO EM ESPAÇO CONFINADO