Proteção Respiratória

Assepsia

19 mai 11 Por Claudinei Machado 0 comentários
assepsia esterilização linha de ar

 Assepsia

Desinfetantes de ar são geralmente substâncias químicas capazes de desinfecção de microrganismos em suspensão no ar. Os desinfetantes são geralmente aceitos para uso limitado a superfícies, mas esse não é o caso. Em 1928, um estudo constatou que os microorganismos no ar poderiam ser mortos por névoas de água sanitária (hipoclorito de sódio – NaClO) diluída. Um desinfetante de ar deve ser dissipado sob a forma de aerossol ou vapor a uma concentração suficiente no ar para fazer com que o número de microorganismos infecciosos se tornarem significativamente reduzidos ou eliminados por completo. 

      Nos anos 1940 e início dos anos 1950, outros estudos mostraram inativação de bactérias diferentes, o vírus da gripe, e algumas espécies de fungos utilizando glicóis diversos, principalmente de propileno glicol e trietileno glicol.  Em princípio, essas substâncias químicas são desinfectantes de ar ideais, porque ambos têm alta letalidade de microrganismos e de baixa toxicidade em mamíferos.  

      Embora glicóis sejam desinfetantes eficazes de ar em ambientes controlados de laboratório e sistemas de ar comprimido, é mais difícil de usá-los eficazmente em ambientes abertos ou sistemas que podem sofrer mudanças do clima ou do local, porque a desinfecção do ar é sensível à ação contínua. 
 

Desinfecção de Linhas de Ar Respirável

        ·  Solução de Hipoclorito de Sódio (50 PPM de iodo) preparada com uma mistura de 1 mililitro de água de lavadeira (cândida, água sanitária, hipoclorito de sódio, etc.) em 1 litro de água na temperatura ambiente.

      ·   Solução aquosa de iodo (50 PPM de iodo) preparada com a mistura de 0,8 mililitros de tintura de iodo (seis a oito gramas de iodeto de amônia, ou iodeto de potássio em cem mililitros de álcool etílico a 45%) em um litro de água na temperatura ambiente.

·           * Outros produtos desinfetantes incluem sais quaternários de amônia, álcool etílico, peróxido de hidrogênio, fenóis, sais metálicos e aldeídos[2].

[1] Anexo 3 do PPR-Fundacentro – TORLONI, M (coord).  Programa de proteção respiratória, recomendações, seleção e uso de respiradores. 3. Ed São Paulo: Fundacentro, 2002. 127p

[2] Nestes casos, cada produto deve ser avaliado pelo fabricante antes de ser utilizado para avaliar possíveis danos a peças e equipamentos do sistema de ar. 
Fontes : 
TORLONI M, VLADIMIR VIEIRA A   Manual de Proteção Respiratória. São Paulo Distribuição e Vendas: ABHO cap. 14 pag 460.